quinta-feira, 29 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 33

Mel narrando

Eu já estava com nove meses de gravidez, minha barriga estava enorme. O chá de bebê foi muito bom, Bernardo ganhou um monte de presentes lindos. Chay tinha pedido umas férias do hospital pra poder ficar me acompanhando, minha gravidez expirava cuidados, depois que completei 7 meses Laura, minha médica, disse que eu precisava ficar de repouso, sem estresses e aborrecimentos. O quartinho de meu filho já estava todo pronto, e ficou lindo. Marina e Milena também me paparicavam muito, elas me ajudavam em tudo e quando Chay não estava, elas ficavam grudadas em mim e não me deixavam sozinha por nada. Chay ainda ficou trabalhando no hospital do rio, ele não queria sair e eu não queria que ele largasse o emprego, mas ele trabalhava só de segunda a sexta, os finais de semana nós ficávamos juntos com nossas filhas. Minha gravidez ocorreu bem até o último mês, exceto nos primeiros em que estava separada de Chay. Mas ainda bem tudo voltou ao normal e eu estava muito ansiosa para chegada do meu filho. Meu parto foi marcado para a quarta feira, eu iria fazer uma cesariana, por ser uma gravidez com pouco risco eu optei mesmo pela cesária, não queria arriscar de dar alguma coisa errada. Eu já estava na casa de meus pais com minha família, era noite e no dia seguinte eu iria me internar e meu parto seria a tarde. Minha mãe, meu pai, Chay e eu, estávamos na sala conversando, as meninas estavam no quarto vendo tv. Eu estava deitada no sofá, com a cabeça no colo de meu pai que acariciava meu cabelo e os pés estavam no colo de Chay.
Mel: Não vejo a hora de ver o rostinho do meu filho. - eu acariciava minha barriga de leve.
Fernando: Ele vai ser lindo igual a você minha filha, ou igual ao vovô. - rimos.
Mel: Ele tem que se parecer comigo pai, nenhuma filha minha me puxou.
Chay: Amor, se o Bernardo não se parecer com você, nós vamos tendo filhos até vim um que pareça.
Mel: Ah engraçadinho! Claro que não, vamos ter só o Bernardo e já chega de filhos, Chay! Não tenho mais idade pra isso.
Ana: Besteria Mel, eu ainda quero muitos netinhos pra mimar. Já disse para o seu irmão que quero mais uns dois netos dele e da Lua.
Mel: Eles estão tentando. A Lua me disse que agora é só esperar acontecer. Mas eu já estou satisfeita com três filhos.
Chay: Por mim eu teria uns seis, mas dona Mel que manda. 
Mel: Ainda bem que você sabe, amor! Sério gente, agora eu quero ir me deitar, descansar e me preparar pra amanhã.
Ana: Vai sim, filha! Descansa bem tá? - assenti. - Amanhã estaremos lá contigo! Dei um beijo em meu pai e minha mãe e fui com Chay para o quarto. Apenas trocamos de roupa e fomos dormir.


Chay narrando

Mel já estava se preparando para a cirurgia, ela estava calma. Conversou com todos antes de entrar na sala de parto. Eu estava meio nervoso, não sei o por quê. Queria apenas que tudo desse certo e que ela e meu filho ficassem bem. Eu estava com meus sogros, meus pais e Marina na sala de espera, Milena ficou com os tios. Eu estava sentado abraçado com Marina, que também estava um pouco tensa, depois de algum tempo, Laura apareceu na sala pra falar com a gente. Me levantei e fui até ela.
Chay: Laura como ela está?
Laura: Está bem, Chay! Ela já foi anestesiada e estamos apenas esperando você para começarmos. Vamos lá?
Chay: Claro, Laura! Vamos! Dei um beijo em cada um e fui com Laura pra sala de parto. Chegamos lá, e Mel estava deitada em uma cama própria pra partos, cheguei ao lado dela e segurei sua mão.
Chay: Amor, eu estou aqui tá? Vai dar tudo certo. - ela apenas sorriu, ela estava meio sonolento pela efeito da anestesia. Fiquei ao lado dela o tempo todo, segurando sua mão e dizendo a todo tempo que a amava e que eu agradecia todos os dias por ter ela na minha, e  por ela ter me dado três filhos maravilhosos. Depois de mais ou menos uma hora, ouvi um chorinho fraco. Meu filho tinha nascido. Laura o pegou no colo e colocou perto de Mel que beijou a cabecinha dele, ela estava muito emocionada e eu também não consegui segurar as lágrimas. Meu filho, meu garoto que eu tanto sonhei, nasceu perfeito e lindo. Me aproximei de Mel e dei um selinho nela que sorriu pra mim, logo Laura pegou Bernardo novamente e levou ele para o berçário. Como Mel tinha feito uma cesária, ela logo dormiu. Depois de todos os procedimentos, ela foi encaminhada a um quarto. Saí da sala de parto e fui até minha família que me esperavam ansiosos. Quando cheguei, todos se aproximaram de mim.
Ana: Chay, como foi? Como está minha filha e o meu neto?
Chay: Eles estão muito bem. O Bernardo foi para o berçário e a Mel foi pro quarto, ela está dormindo agora.
Marina: Pai como ele é? - Marina estava muito feliz.
Chay: Ele é lindo filha! - disse emocionado. - Ele tem os cabelos pretinhos, parece muito com a Mel. Vocês precisam conhecer ele.
Marta: Será que já podemos visitar ele, Chay?
Chay: Sim, a Laura autorizou. Vocês vão ver como meu filho é lindo.
Marina: Vamos então, estou louca pra conhecer meu irmão. Fomos até o berçário, só poderiam entrar de dois em dois, fui primeiro com Marina. Ela ficou encantada com o irmão. Ele já estava todo limpinho e arrumado. Ficamos um tempo, depois saimos para que meus pais pudessem entrar. Depois fomos até o quarto de Mel, ela já estava acordada, e minha mãe estava com ela.
Chay: Meu amor! - fui até ela e lhe dei um selinho. - Como você está?
Mel: Estou bem, com um pouco de dor por causa dos pontos, mas bem. Estou doida pra ver meu filho, cadê ele?
Marina: Daqui a pouco ele vem mamãe. Ele é muito lindo! Se parece com a senhora.
Mel: Awn minha linda, vem aqui dá um abraço na mamãe. Mari foi até a mãe e elas ficaram agarradinhas na cama, logo uma enfermeira entrou no quarto trazendo Bernardo no colo. - Mê dá ele aqui, por favor! Ela levou ele até Mel que o pegou no colo. Ela olhava admirada para o nosso filho, realmente ele era muito lindo. A enfermeira saiu e nos deixou a sós.
Chay: Viu amor, como ele é perfeito?
Mel: Ele é lindo, muito lindo, meu filho! - Mel segurou uma de suas mãozinhas beijando.
Marta: Parabéns pelo filho de vocês. Mais um pra ser muito amado e paparicado pela gente.
Chay: Obrigada, mãe! Com certeza será muito amado por todos nós.
Mel: Amor cadê Milena? Quero tanto que ela veja ele logo.
Chay: Ela está com Lua, amanhã ela vem visitar vocês dois. 

Todos ficaram com Mel até o horário da visita terminar, Marina foi pra casa com os avós e eu fiquei com Mel no hospital. Ela amamentou Bernardo e depois uma enfermeira o levou de volta para o berçário. Mel ainda estava bem cansada, por isso logo pegou no sono. Fiquei um tempinho olhando ela, depois me deitei na cadeira de acompanhantes e também dormi.









quarta-feira, 28 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 32

Chay narrando

Agora tudo estava bem. Eu tinha recuperado Mel e minha família, e não existia felicidade maior. Ana ficou com a gente durante o resto da semana e no domingo ela voltou para sua casa, todos nós ficamos tristes, Ana era uma pessoa maravilhosa, e eu agradecia muito por ela ter ficado com Mel e minhas filhas quando eu estava longe delas. Agora nós quatro, estávamos ansiosos pela chegada do mais novo membro da família, Mel já estava com 6 meses de gravidez, eu Milena e Marina tínhamos muito cuidado com Mel, alguns dias atrás ela deu um grande susto na gente, quando desmaiou no banho. Fomos correndo para o hospital, mas não era nada grave, graças a Deus. Nós decidimos ficar morando em Penedo mesmo, a cidade era tão gostosa e calma e também tinha tudo que precisávamos. Meu filho ainda não tinha um nome, Milena que iria escolher o nome dele, sempre que perguntamos a ela sobre o nome ela disse que precisava pensar bem, queria que o irmão tivesse um nome bem fofo e lindo, coisas de Milena. Hoje nós iríamos sair pra comprar as coisas do quartinho do bebê, o quarto já estava todo pronto e pintadinho, só faltavam os móveis e alguns objetos de decoração. Pra isso, fomos a um shopping do rio para comprar tudo, chegamos e já fomos direto para loja em que Mel queria comprar.
Mel: Awn amor, cada coisa tão linda. - ela olhava tudo com um brilho nos olhos.
Marina: Temos que escolher tudo lindo para o meu irmão, mãe. E o nome dele também que ninguem decide.
Milena: Eu que vou escolher o nome dele Mari, minha mãe deixou. - ela disse com um bico.
Marina: Eu sei, mas daqui a pouco ele nasce e nada de você escolher.
Milena:  Eu ainda estou pensando tá, quero um nome bem lindo pro meu maninho.
Chay: Tá bom, meninas. Não precisam brigar! Mas é verdade filha, você tem que escolher logo um nome pra esse bebê aqui. - fui até Mel e beijei sua barriga.
Mel: Deixem ela, gente! Quando ela escolher ela diz pra mamãe. Agora vamos terminar de escolher tudo que antes de irmos pra casa quero visitar meu irmão, vamos logo! Voltamos a olhar tudo na loja, Marina, Milena e Mel estavam loucas e me deixando louco também, cada uma queria uma coisa diferente, sentei em um banco e fiquei esperando elas decidirem o que levar. Elas me proibiram de dar palpite, disseram que homens não sabem escolher essas coisa, mas no final eu acabei dando algumas opiniões e elas aceitaram. 

Depois das compras fomos a casa de Arthur, tinha tempo que não víamos ele, Lua e Rafael. Chegamos e cumprimentamos todos, Milena foi brincar com Rafa e nós ficamos na sala conversando.
Arthur: Cada dia que passa, essa minha sobrinha está mais linda, gente! - ele disse se referindo a Mari e a abraçou.
Lua: A Mari sempre foi linda, desde quando nasceu.
Marina: Obrigada, tia!
Mel: Minha filha, né? Puxou a mamãe dela. - rimos.
Arthur: Nem é convencida né, mas se bem que é verdade. Na nossa família só tem mulheres lindas, começando pela minha esposa gata. - ele disse dando um selinho em Lua. 
Lua: E esse bebê ai, já tem nome?
Chay: Ainda não, Milena ainda não escolheu.
Mel: E se a gente escolher ela fica doida, e ainda tá em tempo de decidi.
Lua: Temos que marcar um chá de bebê hein, Mel.
Mel: Vamos sim, vamos fazer lá em casa, né amor?
Chay: Uhum, vocês meninas marquem isso, que eu topo tudo. - eu abracei Mel e lhe dei um beijo no rosto.
Arthur: É tão bom ver vocês juntos novamente. Fico muito feliz por isso. Vocês merecem toda felicidade do mundo.
Mel: Obrigada, Arthur. E nós somos felizes.
Marina: Meu pai e minha mãe, são o casal mais perfeito do mundo.
Lua: Mas é puxa saco essa menina hein! - rimos.
Mel: Ela só diz a verdade, né filha? - ela assentiu.
Chay: Voltando ao assunto de bebê, vocês dois estão bem atrasados hein!
Arthur: Atrasados com o que?
Chay: Eu e Mel já estamos no terceiro filho e vocês só tem o Rafa, tá na hora de aumentar a família não?
Arthur: Estamos tentando ter mais um filho, mas ainda não rolou.
Lua: Eu parei de tomar os remédios já tem tempo, agora só esperar vir.
Mel: Tomara que venha logo, quero mais um sobrinho. 

Ficamos até a tarde na casa de Lua e Arthur e fomos pra casa. Chegamos eram quase oito horas da noite, como estavam cansadas Milena e Mari, logo foram tomar banho e dormir, Mel foi ajudar elas e eu fui para o nosso quarto, tomei um banho e fiquei na cama esperando por ela. Mel tomou banho e depois se deitou ao meu lado. Ficamos assistindo um pouco de televisão, quando Mel começa a ficar desconfortável.
Chay: Amor, o que foi? Tá sentindo alguma coisa? - perguntei preocupado.
Mel: Não, só esse menino agitado que começou a se mexer. Calma meu filho! - ela disse alisando a barriga.
Chay: Ele deve estar querendo conversar com o pai dele, não é meu amor? -  disse alisando a barriga dela e comecei a dar beijos e os chutes começaram a ser um pouco mais fortes. - Viu, amor? Ele quer conversar com o papai.
Mel: Hoje ele está bem alegre, se mexeu o dia todo.
Chay: Estou louco pra conhecer você, meu filho, não vejo a hora de você nascer.
Mel: Com quem será que ele vai parecer?
Chay: Acho que ele vai ser lindo igual a você.
Mel: A Milena se parece com você, e a Mari com o pai dela, tomara mesmo que algum filho meu puxe a mim. - ela riu.
Chay: Ele vai ser perfeito como a mãe dele, quero que ele tenha seus olhos.
Mel: Perfeito é você meu amor. Eu te amo tanto sabia?
Chay: Não, não sabia. Quero provas!
Mel: Ah, você quer provas? - eu assenti com a cabeça. - Que tipos de provas você quer?
Chay: Quero muitos beijos, muitos carinhos. Será que você poderia me dar?
Mel: Agora, vem cá! Mel me puxou e me beijou, começamos um beijo calmo, com bastante amor. Logo o beijo se tornou mais intenso e profundo, nossas linguas em perfeita sintonia, o beijo dela tinha um sabor único. Fomos parando o beijo com selinhos,  eu dava leve mordidas em seus lábios. - Provei direitinho? - ela perguntou com um sorriso no rosto.
Chay: Muito bem! E eu também te amo muito meu amor. ela sorriu e voltamos o nos beijar, depois de muitos beijos e carícias, acabamos dormindo.


Mel narrando

Na manhã seguinte, acordamos com Milena pulando e dançando em cima de nossa cama. Ela pulava e chamava eu e Chay.
Milena: Mamãe! Papai! Acordem, eu já escolhi o nome do meu irmão.
Mel: Calma filha, deixa a gente levantar.
Milena: Acordem logo, papai, acorda poxa. - ele começou a mexer Chay na cama que levantou.
Chay: Ai Milena, só você pra me acordar uma hora dessas.
Milena: Eu vim dizer o nome do meu irmão, papai. Eu já escolhi.
Mel: Vem aqui então, senta aqui pertinho da gente e fala.
Milena: Eu quero que meu irmão se chame Bernardo, mamãe. A senhora deixa? - ela me olhava com aquele sorriso tão lindo e um brilhinho nos olhos.
Mel: Meu amor, que nome lindo! Claro que a mamãe deixa filha. - eu a abracei.
Chay: Filha, eu também amei esse nome! Viu filho, sua irmã escolheu um nome lindo pra você. -  Chay disse alisando minha barriga. Amamos o nome que Milena escolheu, ficamos no meu quarto, ela e Chay ficaram conversando com minha barriga, Marina logo se ajuntou com a gente e amou o nome do bebê. Ficamos a manhã toda quase na cama, o dia estava frio e perfeito pra ficar agarradinha com minha família.





Oi meus amores! Escolhi Bernardo para o nome do bebê, alguém aqui tinha falado e eu amei esse nome. Espero que todos gostem também. Beijos <3


sábado, 24 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 31

Chay narrando

Eu estava bem ali, bem na frente de Mel. Ela estava linda, parecia um pouco mais iluminada, seus cabelos estavam soltos, notei um pouco da sua barriga crescendo. Senti uma enorme vontade de abraça-lá, beija-lá, mas sabia que não poderia ser assim, ela estava magoada comigo, com certeza que sim. Ela me olhava com uma expressão de confusão e surpresa, acho que ela não esperava me ver tão cedo.
Chay: Mel, eu queria conversar com você! Sobre tudo que aconteceu nesses últimos meses.
Mel: Você veio aqui pra me acusar, me julgar? - ela perguntou. - Se for, você não precisa falar nada, eu já entendi tudo na última vez que conversamos.
Chay: Não! Não, Mel! Pelo contrário eu vim de pedir desculpas, perdão, por tudo. Por tudo que eu te falei, por todas as acusações que te fiz. Me perdoa, por favor!
Mel: O que te fez mudar de ideia tão rápido? Você se lembra da nossa última conversa? Quando eu fui toda feliz te contar que estava grávida e você me disse aquelas coisas terríveis.
Chay: Eu fui eu idiota, um burro. Eu descobri que tudo foi uma armação do Caio e da Angelina pra separar a gente.
Mel: Agora que você descobriu tudo, você vem me pedir perdão? Você deveria ter confiado em mim, na minha palavra, mas não, você precisou de provas pra perceber que tudo era uma grande mentira. - ela começou a chorar. - Você acha que foi fácil ouvi tudo aquilo que você me disse? Cada palavra que me atingiram tão forte, você não faz ideia de como doeu.
Chay: Eu sei, mas você pode ter certeza que eu só disse aquilo porque estava com muita raiva, eu estava louco, imaginando que você tinha me traído, eu estava desesperado. Agora eu estou aqui, completamente arrependido por tudo que fiz e falei, vim aqui implorar por seu perdão. Nesse momento nós dois chorávamos, Mel se sentou no sofá, colocando as mãos no rosto. Ela ficou muita abalada com tudo que eu falei. Me sentei ao seu lado no sofá e toquei seu braço, ela olhou pra mim com aqueles olhos brilhantes e úmidos por conta do choro. - Me perdoa, amor! Por favor, eu estou muito arrependido por tudo que fiz pra você, por ter duvidado do nosso filho, me perdoa!
Mel: Chay, eu estou muito machucada ainda, sabe? Você me machucou muito, eu preciso de um tempo. Acho que você também precisa. Eu não queria dizer, mas você não confiou em mim. Você não confia em mim.
Chay: Eu confio em você sim, Mel, mas eu estava louco de raiva. Se coloca no meu lugar, eu estava com muito ódio. Mas se você quer esse tempo, eu espero. Eu te amo, amo muito. Nunca se esqueça disso. - eu disse me levantando. - Deixa um beijo pra meninas por mim, depois ligo pra elas. Tchau. Disse e saí, fiquei um tempo parado em frente a porta por um tempo, eu estava chorando, sabia que não seria nada fácil. Eu tinha magoado muito Mel, se ela queria esse tempo, eu esperaria.


Mel narrando

Eu estava sem saber o que fazer. Estava muito magoada ainda, pedi um tempo a Chay. Eu precisava pensar um pouco, ele não confiou em mim, duvidou do nosso filho, só acreditou depois de tudo que descobriu. Sentada no sofá eu chorava, estava com o coração tão apertado, que parecia que iria explodir. Mas parando pra refletir um pouco, eu estava deixando minha felicidade ir embora outra vez. Por mais que eu estivesse magoada, metade de mim estava indo embora. Chay era minha felicidade e minha outra metade, eu não saberia nunca viver sem ele. Por que então eu tinha pedido um tempo pra ele? Eu precisava pensar sim, mas eu precisava dele aqui comigo, vivendo comigo, junto de mim, de nossas filhas e do nosso filho. Levantei rapidamente do sofá e fui andando o mais depressa possível pra fora de casa, eu não deixaria ele ir embora, não de novo. Quando cheguei no jardim, Chay já estava entrando no carro pra ir embora.
Mel: Chay! - gritei por seu nome. Ele saiu do carro e eu caminhei o mais rápido possível até ele. - Não vai embora não, amor. Fica aqui, por favor. - chorando, eu me atirei em seus braços o abraçando forte. - Não saí mais da minha vida não. ele parou o abraço e me olhou no olhos.
Chay: Nunca, nunca mais eu saio da sua vida, meu amor. Eu te amo. Me perdoa por tudo.
Mel: Esquece isso, vamos passar uma borracha nisso tudo. Vamos viver nossas vidas daqui pra frente sem pensar no passado. Eu também te amo, amo muito. - ele sorriu e eu o beijei. Estava morrendo de saudades de seus beijos, seu abraço. Nosso beijo estava calmo, sem pressa, era um beijo terno, com bastante amor. Nos beijamos por um bom tempo, depois entramos em casa. Chay sentou no sofá, e eu fiquei em seu colo, como se fosse um bebê. Nos beijávamos e trocávamos carinhos.
Chay: Saudades de você. Do seu cabelo, seus olhos, seu cheiro. Chay me dava selinhos pelo rosto.
Mel: Eu também senti muitas saudades, muitas mesmo. - sorri.
Chay: E esse bebê aqui. - ele alisou minha barriga. - Como está?
Mel: Muito bem, nosso menino!
Chay: Nosso menino? ele perguntou surpreso. - Nós vamos ter um menino? assenti sorrindo.
Mel: Vamos, amor! Nosso menino, vai ser lindo igual ao pai.
Chay: Meu amor, que felicidade! Quando você descobriu?
Mel: Hoje, queria tanto que você estivesse comigo lá.
Chay: Me desculpa, amor. Eu deveria mesmo está com você nesse momento. Mas á partir de agora, eu vou te acompanhar em tudo, vou te mimar, te dar carinho, fazer tudo que você quiser.
Mel: Só de você está aqui comigo, eu não preciso de mais nada. nós dois sorrimos e nos beijamos. 

Ficamos namorando no sofá, matando as saudades. Contei a Chay sobre tudo que aconteceu nesse tempo em que ficamos separados. Ele me perguntou várias coisas sobre o bebê, se eu passei muito mal nos primeiros meses. Conversamos de tudo, um pouco mais tarde, minha mãe chegou com Milena e Marina. Quando elas viram a gente juntos no sofá, se jogaram em nossos colos, Marina até chorou, ela também sofreu muito com tudo isso.
Marina: Graças a Deus vocês se acertaram, não aguentava mais ver vocês dois separados. - ela chorava, Chay a abraçou.
Mel: E agora nós estamos juntos novamente, pra sempre! Nossa família linda.
Milena: Papai, o senhor não vai mais embora não né?
Chay: Claro que não meu amor, nunca mais eu saio de perto de vocês. Agora já podemos voltar pra nossa casa, está tudinho do jeito que você deixaram.
Mel: Amor, posso pedi uma coisa?  - ele assentiu. - Vamos ficar morando aqui mesmo, pelo menos por um tempo. Nós já estamos nos acostumando com a cidade, com tudo aqui. As meninas estão até num colégio novo. O que acha?
Marina: É pai, vamos ficar aqui, eu gosto tanto dessa casa, da cidade.
Chay: O que eu não faço por vocês hein? - sorrimos. - Vocês querem ficar aqui, então nós vamos ficar. Ana, obrigada por cuidar delas durante esse tempo.
Ana: Não foi nada, Chay. Eu jamais deixaria minhas meninas sozinhas. Estou muito feliz que você e minha filha se entenderam, vocês foram feitos um para o outro, não tinham porque estarem separados.
Mel: Agora não vamos mais nos desgrudar um do outro.
Chay: Nunca mais. Vocês são a razão da minha vida, amo vocês mais mais que tudo. - ele disse me deu um beijo e todos nós nos abraçamos. Eu estava completamente feliz, realmente a tempestade passou e agora, apenas o sol brilharia em nossas vidas.

Depois de todos matarem as saudades, Ana preparou um almoço para todos. Depois Chay foi até á casa deles no Rio pegar suas roupas e outras coisas para trazer para a casa. Ana ficou com Mel e as netas, ela ficaria essa semana ainda na casa delas, depois voltaria pra sua casa. Elas jantaram e Mel colocou as filhas pra dormirem. Mel e Ana, ficaram na sala vendo tv, até que Ana também foi dormir, Mel ainda ficou esperando Chay, que devido ao trânsito, estava preso em um engarrafamento. Quase meia noite, Chay chegou, encontrando Mel dormindo no sofá com a tv ligada. Ele se abaixou e a beijou no rosto.
Chay: Amor? - ele tocou a no braço. Mel, acorda minha linda. - ela se mexeu despertando.
Mel: Demorou amor, acabei cochilando.
Chay: O trânsito estava horrível. Vem vamos pro quarto, você está toda torta ai nesse sofá. - eles foram pro quarto abraçados, Mel deitou na cama e Chay foi tomar banho. Depois que ele saiu, se enfiou debaixo das cobertas com Mel e a abraçou.
Mel: Que saudade de dormir agarradinha com você. Cheiroso. - ela beijou seu pescoço.
Chay: Cheirosa é você e linda.
Mel: Conseguiu trazer todas as suas coisas?
Chay: Trouxe a maioria, depois eu busco as que faltam. Vamos dormir agora? Você está morrendo de sono.
Mel: Vamos sim, boa noite amor.
Chay: Boa noite, minha vida. Dorme bem. Eles trocaram um beijo longo e profundo, depois dormiram agarradinhos.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 30

Chay narrando

No dia seguinte, eu acordei muito mal. Estava sem saber o que fazer, como falar com Mel, como pedi perdão á ela por tudo que eu fiz e falei. Levantei ás nove da manhã, tomei um banho rápido, fui até a cozinha tomei um copo de leite e saí. Iria para casa de Sophia e Micael, eles eram os meus melhores amigos, eles ficaram chateados comigo também, porque nenhum deles acreditaram que Mel poderia ter me traído. Eles me falavam que eu estava completamente errado em relação a Mel. Cheguei ao prédio deles e logo subi, como o porteiro me conhecia, permitiu minha entrada. Toquei a campainha e Valentina atendeu a porta.
Valentina: Tio Chay!  - ela me abraçou e eu a peguei no colo.
Chay: Oi minha linda, tudo bem? - ela assentiu. - Cadê seu pai e sua mãe?
Valentina: Eles estão na cozinha tio, vamos lá! Ela me puxou e fomos até a cozinha, Mica e Soph estavam, tomando café ainda. Cumprimentei os dois e começamos a conversar, contei tudo sobre o que descobri pra eles. Sophia quase me bateu, ela estava muito brava, sempre me disse que eu estava errado e algum dia eu iria me arrepender. Eu contei a eles que precisava achar alguma forma de conversar com Mel, de me redimi com ela, eu sabia que não seria fácil, eu a magoei muito, duvidei de seu amor por mim e do meu próprio filho.
Sophia: Eu sabia, Chay! Eu te avisei que isso era tudo um mal entendido, mas você acreditou no que viu e ouviu, eu te falei tanto. 
Chay: Eu estou completamente arrependido por tudo, Soph. - eu chorava. - Eu fui um idiota, imbecil, eu me ceguei na hora, estava cego de raiva e fiz o que fiz. Duvidei da mulher da minha vida.
Micael: Chay, eu sei que é difícil, mas agora você tem que conversar com a Mel, pedi desculpas pra ela.
Sophia: Chay, a Mel está mal, eu sempre que posso vou visitar ela e as meninas. Ela está grávida e tudo a fragiliza. Ela me disse que sente tantas saudades de você, todas as noites sem ninguém pra abraça-lá. Você tinha que está com ela, nesse momento da vida dela, é o segundo filho que vocês terão juntos e ela está sozinha, ela precisava de você lá com ela sabe? Cuidando dela, mimando, eu não estou te dizendo pra você se sentir mal, apenas é a verdade. Agora você precisa reverter essa situação... Sophia começou a falar um monte, e por mais que ela não estivesse falando pra me sentir mal, eu senti. Ela estava certa, Mel estava mesmo precisando de mim e eu a julguei e duvidei de sua palavra, eu era a pior pessoa do mundo. Depois de levar muitas broncas e sermões, decidi que ira procurar por Mel. Eu iria implorar, me ajoelhar aos seus pés pedindo que ela me perdoasse. Saí da casa de Soph e Mica e fui procurar por Mel, eu iria recuperar minha mulher de volta.


Mel narrando

Hoje eu iria pra mais uma consulta. Minha mãe, Milena e Marina também iriam comigo, eu estava muito ansiosa, queria muito descobrir o sexo do meu bebê pra montar seu quartinho, comprar suas roupinhas e brinquedos. Chegamos na clínica e Laura, minha médica, já estava me esperando. Entrei no consultório e me deitei na maca, Laura começou a passar um gel por toda extensão da minha barriga. Enquanto ela passava, meus pensamentos foram longe, nem tão longe, eles estavam em Chay. Lembrei de como ele ficou ansioso quando fomos descobri que Milena viria ao mundo, eu desejava tanto que ele estivesse comigo novamente, segurando minha mão, com aquele sorriso no rosto. Laura começou a mexeu com o aparelho em minha barriga. 
Laura: Está muito ansiosa, Mel? 
Mel: Muito! Eu e todo mundo. - olhei pra minha mãe e minhas filhas que estavam do meu lado.
Laura: O que vocês acham que é?
Milena: Eu acho que é uma menina. - Mile respondeu.
Marina: Eu também acho que seja menina, se for vai se chamar Luíza.
Ana: Eu quero que seja um menino, aí eu teria dois netos e duas netas.
Mel: Pra mim, o que vier, será bem vindo.
Laura: Bom, cada uma deu seus palpites, mas a vovó acertou. Parabéns, Mel, você terá um lindo menininho.
Mel: Meu Deus um menino!
Marina: Awn que lindo meu irmão, mamãe, parabéns.  - ela beijou meu rosto.
Mel: Laura, você tem certeza? - eu estava emocionada.
Laura: Claro que sim, Mel. Um meninão lindo!
Ana: Mais um neto, eu sabia que seria. - minha mãe estava muito feliz.
Milena: Mamãe, como vai ser o nome dele? Eu posso escolher?
Mel: Depois nós vemos isso, meu amor. A mamãe deixa você escolher tá? - ela assentiu sorrindo. Depois de alguns minutos com Laura, ela me liberou. Eu estava muito feliz, um menino, eu teria um menino. Acho que só faltava uma coisa pra minha felicidade ser completa. Saímos da clínica e fomos direto para o shopping. Minhas filhas e minha mãe decidiram ir comprar algumas coisas para meu filho. Compramos de tudo uma pouco, roupinhas, macacãozinhos, sapatinhos, tudo que tinha direito. Nós quatro estávamos eufóricas, tudo que vinhamos pela frente queríamos comprar. Depois de rodamos quase o shopping todo, paramos rápido pra fazer um lanche, depois fomos para casa. Assim que chegamos, vi que tinha um carro estacionado em frente a casa, um carro que eu conhecia, será que era? Só poderia ser, era o carro de Chay. Meu coração começou a bater acelerado, o que ele estaria fazendo aqui? Não era o dia dele levar as meninas pra casa, e nem era que que pegava elas. Descemos do carro e Marina logo reconheceu o carro também.
Marina: Esse não é o carro do meu pai, mãe?
Mel: Eu acho que é sim, Mari. - respondi.
Milena: Meu pai está aqui mamãe?
Ana: O que ele está fazendo aqui?
Marina: Vamos entrar, gente! - Marina e Milena saíram correndo pra dentro de casa, minha mãe e eu fomos logo atrás, quando entramos na sala, Chay estava abraçado com Marina e Milena em seu colo.
Milena: Olha mãe, meu papai tá aqui. - ela disse sorrindo. Eu estava calada, não sabia o que falar.
Chay: Mel, eu queria conversar com você. - ele disse sério.
Ana: Meus amores, vamos lá no parquinho com a vovó, vamos deixar o papai e a mamãe de vocês conversarem. 
Mel: Obrigada, mãe! - foi a primeira coisa que falei desde que o vi ali. Elas saíram e ficamos Chay e eu ali. Ele estava com um semblante triste, mas continuava sério.





(Oi meus amores. Acho que amanhã, eu já posto a sinopse da nova web, quem quer? Like an Angel 2, já está quase no final. Espero que gostem do capítulo de hoje. Beijos <3)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 29

Chay narrando

Dois meses que eu estava praticamente sozinho. Eu via minhas filhas em alguns finais de semana, em todos não dava pra ficar com elas, pois eu estava trabalhando. Minha mãe estava bastante chateada comigo por causa da Mel, mas o que eu poderia fazer? Ela me traiu e todos estavam do lado dela e eu fiquei como o vilão da história. Caio ainda estava trabalhando no hospital, mas ele não se atrevia a chegar perto de mim. Reencontrei Angelina, ela estava bem diferente, me pediu perdão pelo que me fez no passado, e sinceramente eu a perdoei, ela parecia bem sincera com suas desculpas, e eu também estava precisando de uma amiga, ela não me julgava, nós saímos juntos de vez em quando, apenas como amigos mesmo. Eu deixei bem claro pra ela que eu não queria me envolver com ninguém por um bom tempo. Hoje, Angelina tinha me convidado pra um jantar em sua casa, era o aniversário dela e como ela não tinha nenhum familiar por aqui, ela não queria passar sozinha. Aceitei seu convite, não teria nada pra fazer a noite mesmo. Marquei de ir a casa dela por volta das oito da noite. Cheguei em seu prédio, interfonei e ela permitiu minha subida. Cheguei em seu andar e ela já me esperava no corredor, ela sorriu pra mim, me cumprimentou com dois beijos no rosto.
Angelina: Boa noite, Chay! Obrigado por ter vindo. 
Chay: Por nada, feliz aniversário. - eu entreguei um buquê de flores pra ela.
Angelina: Que lindas! Muito obrigado. Fica a vontade, aceita uma taça de vinho?
Chay: Aceito sim, mas uma só, estou de carro. Angelina me entregou uma taça de vinho, e começamos a conversar, ela usava uma saia bem curta com uma blusa de alças. Ela era linda, não poderia negar, mas eu ainda não estava pronto pra ficar com outra pessoa. Angelina me chamou pra jantarmos, ela tinha encomendado comida japonesa, ela disse que não levava jeito pra cozinhar, não liguei, eu adorava comida japonesa. Jantamos em um clima muito legal, ela era divertida e alegre. Depois do jantar fomos pra sala e ficamos conversando durante um bom tempo, ela já tinha tomado várias taças de vinho e estava um pouco alegrinha. Nós dois estávamos sentados lado a lado, Angelina ia chegando cada vez mais perto de mim.
Angelina: Chay, eu queria te pedir uma coisa? - ela disse me encarando.
Chay: Pode pedir, Angel!
Angelina: Eu queria um beijo, eu estou louca por um beijo seu.
Chay: Angel, eu acho que esse não é o mome... sem me deixar terminar, ela me agarrou pela nunca e me beijou. No começo eu não correspondia, mas depois ela pediu passagem e eu concedi sem exitar. O beijo estava calmo, o que não durou muito, logo se tornou intenso e urgente, depois de um tempo nos beijamos ela parou o beijo.
Angelina: Desculpa, Chay, desculpa! Não sei o que me deu.
Chay: Tudo bem Angel, eu também concedi o beijo. Mas quero que você saiba que eu não tenho cabeça pra ficar com ninguém agora, você me entende né?
Angelina: Claro! Desculpe mais uma vez. Eu vou lá dentro no banheiro, você me espera aqui? - eu assentei e ela entrou em um corredor. Fiquei na sala esperando por ela, passou um tempinho e ela ainda não tinha voltado. Em cima da mesinha de centro, seu celular começou a tocar, depois de um tempo parou e voltou a tocar novamente. Peguei então seu celular pra poder desligá-lo, quando vi no visor, estava escrito. ''Nova mensagem de Caio.'' Caio? Será que era o mesmo Caio que eu estava pensando? Não poderia ser, abri a mensagem que dizia: '' Mulher por onde você andou? Muita coisa aconteceu, nosso plano deu certo, o casalzinho se separou. Você demorou demais eu me virei sozinho. Agarrei a gostosa da Mel a força, e o otário chegou bem na hora certa. Quando lê essa mensagem me procura, vamos comemorar nossa vitória juntos. Beijo nessa sua boca linda, Caio.''

Eu não estava acreditando no que eu li. Como assim o plano deles deu certo? Então era tudo verdade, tudo isso foi uma armação pra me separar de Mel? Eu estava tão desnorteado da vida que nem raciocinar direito eu conseguia. Saí da casa de Angelina, sem mesmo nem falar com ela. Como eu pude ser tão buro assim? Como eu pude duvidar da mulher da minha vida? Eu duvidei do meu próprio filho que ela está esperando. Eu disse palavras tão duras que com certeza a machucaram muito, eu era um completo idiota. Entrei no meu carro e fui direto para casa, eu estava arrasado. Como eu fui covarde com Mel, fui idiota, eu a feri tanto, e agora ela estava sozinha, longe de mim. Cheguei em casa me sentindo um lixo, estava chorando muito, fui para meu quarto já quebrando tudo que eu via pela frente. Eu estava descontrolado, sem rumo, abri as gavetas e joguei tudo que tinha pra fora delas, fui até o banheiro e quebrei tudo que estava em cima da pia. Voltei para meu quarto e no chão eu vi uma foto, minha com Mel no dia do nosso casamento, e me senti a pior pessoa do mundo. Eu não tinha acreditado na palavra dela, tinha julgado, sem ao menos te-lá escutado. Eu me sentia um lixo, um covarde, o que seria da minha vida agora? Mel nunca iria me perdoar por ter desconfiado dela e ainda ter renegado meu próprio filho.


Mel narrando

Eu já estava com quatro meses de gravidez. Minha barriga aparecia bem pouquinho ainda. Tinha feito uma ultrassom, mas ainda não consegui saber o sexo do meu bebê. Marina e Milena estavam muito animadas com a chegada de um bebê, elas me mimavam muito, minha mãe, sempre que podia passava a semana aqui com a gente, Marta também vinha muito aqui me visitar. Nesse tempo eu não tive nenhuma notícia de Chay, a não ser quando as meninas voltavam da casa dele. Eu tinha muitas saudades dele, de seus carinho, seus beijos, mas também sentia uma mágoa. Ele não acreditou em mim, não acreditou que o filho que eu espero seja dele. Me preocupava que meu filho iria nascer e crescer sem um pai. Hoje eu estava em casa com Marina, minha mãe e Milena tinham ido fazer algumas compras.
Marina: Mamãe, eu estou louca pra saber o sexo do meu irmão! 
Mel: Eu também, meu amor, mas esse bebê ainda não abriu as perninhas. - eu disse e ela riu.
Marina: Eu acho que é uma menina, mas se for um menino também vou amar muito.
Mel: Eu também vou amar muito o que vier. Nós vamos cuidar dela ou dele com muito amor e carinho.
Marina: E meu pai , mãe? Ele não se interessou pelo bebê?
Mel: Filha, eu já te expliquei tudo. Seu pai acha que esse bebê não é filho dele, eu já tentei, mas ele não me escuta. - disse triste.
Marina: Ele está muito errado, mamãe. Ele está perdendo a melhor fase das nossas vidas.
Mel: Não vamos falar nisso mais. Quem sabe um dia, seu pai pense ao contrário.
Marina: Eu te amo muito, mãe! Vou ajudar a senhora a cuidar muito bem da minha irmã ou irmão. Ele será muito amado.
Mel: Minha linda, obrigada por tudo filha. Eu também te amo muito, muito. Agora eu vivo por você, sua irmã, e esse bebê aqui. - alisei minha barriga. - Amo vocês mais que tudo. Marina sorriu e me abraçou. Ela já sabia de tudo, não adiantava esconder nada dela, ela já entendia muito bem as coisas. Ela não ficou contra mim, nem contra Chay. Ela sempre dizia que isso tudo não passava de uma grande tempestade e logo o sol voltaria a brilhar em nosso jardim.




domingo, 18 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 28

Mel narrando

Chay chegou e assim que ele me viu, já me tratou com ignorância, coisa que ele jamais tinha feito. Eu já estava nervosa, e ainda ele estava sério com um semblante triste e ao mesmo tempo de raiva.
Chay: O que você está fazendo aqui? - ele perguntou grosso.
Mel: Chay, eu preciso falar com você! Por favor, é muito sério.
Chay: Mel, se você veio aqui tentar explicar alguma coisa, eu não quero ouvir. Já te disse que não quero mais conversar sobre isso.
Mel: Não, não vou falar nada sobre isso. É outro assunto.
Chay: Então você pode falar, mas não demora muito, porque eu ainda tenho algumas consultas pra fazer.
Mel: Toma isso. - eu entreguei o exame de gravidez pra ele. - Toma, leia por favor!
Chay: O que é isso? - ele perguntou pegando da minha mão.
Mel: Abra e leia até o final. - Chay pegou o exame e começou a ler, ele não esboçava nenhuma reação.
Chay: O que significa isso, Melanie? - ele disse balançando o papel.
Mel: Chay, eu estou grávida. Nós vamos ter outro filho. - disse sorrindo.
Chay: Mas eu não posso acreditar nisso, Mel. Você além de beijar aquele cara, dormiu com ele e ainda engravidou. - o que ele estava dizendo?
Mel: Claro que não, Chay. Eu nunca tive nada com ele, nunca dormi com ele.
Chay: Você vai ter um filho de outro cara, Mel? É isso mesmo, eu não tô acreditando cara.
Mel: Não, Chay, esse filho é seu. Eu nunca faria isso com você, acredita em mim. - eu disse já chorando.
Chay: Eu tenho vergonha de você! Como que você pode fazer isso comigo, e ainda engravidar do seu amante.
Mel: Não, amor, você está enganado, esse filho é seu, eu nunca tive nada com aquele cara. - eu estava chorando muito, não estava acreditando no que tava acontecendo.
Chay: Some daqui Mel, vai embora. Eu não quero nunca mais olhar para sua cara na minha vida.
Mel: Não Chay, não faz isso por favor! Esse filho é seu, não duvide disso por favor.
Chay: Como você quer que eu acredite depois de tudo? Saí daqui, vai embora! Seja feliz com sua nova família. - Chay gritava, ele estava completamente enganado, nunca pensei que ele ia reagir dessa forma.
Mel: Você está cometendo um grande erro. - eu chorava. - Você está enganado, Chay, eu nunca te traí, eu te amo mais que tudo na vida, jamais seria capaz de fazer isso contigo.
Chay: Já deu desse papo pra mim! - ele foi até a porta e abriu. - Some daqui, não quero nunca mais olhar pra sua cara. Eu olhei pra ele no fundo de seus olhos, ele estava com raiva, e vi muita mágoa em seu olhar. Olhei pra ele uma última vez e saí de sua sala.

Saí da sala de Chay completamente arrasada. Eu chorava tanto que chegava doer, meu coração estava em mil pedacinhos partidos. Eu estava acabada, sem forças, Chay foi muito duro comigo, ele jamais poderia duvidar que o filho que eu espero é dele. Andava pelos corredores do hospital, que por sorte estavam bem vazios, sentei-me em banco que tinha por ali e chorei, chorei até não suportar mais. A dor em meu peito era tanta, parecia que eu ia morrer. Depois de algum tempo sentada, fui pra casa, peguei um táxi. Quando cheguei em casa, minha mãe e Milena estavam na sala.


Chay narrando

Um filho. Mel estava grávida de um filho que eu tanto sonhava em ter com ela. Mas não era assim, ela estava esperando um filho de outro. Depois que ela saiu da minha sala, eu fiquei desesperado, não consegui segurar um turbilhão de lágrimas que me atingiram como um soco. Eu estava arrasado, completamente arrasado. Meu mundo caiu aos meus pés de uma vez. Sentado no sofá de minha sala, eu olhava uma foto em que estava, eu, Milena, Marina e Mel. Nós tiramos no dia do aniversário de 5 aninhos de Mile. Minha família perfeita, agora estava desfeita. Acho que se não fosse por minhas filhas, eu não aguentaria. Como não consegui mais trabalhar, arrumei minha sala, e logo em seguida saí trancando tudo. Cheguei em casa e minha mãe me recebeu.

Marta: Chay! Chegou cedo meu filho.
Chay: Ai mãe! - eu a abracei chorando.
Marta: O que aconteceu meu filho? Por que você está assim? - ela perguntou preocupada.
Chay: Mel vai ter um filho do amante dela mãe. Como ela teve coragem de fazer isso comigo?
Marta: Chay, não posso acreditar nisso meu filho.
Chay: Mas é a verdade, o filho que eu tanto desejei, ela terá com outro.
Marta: Chay, eu não acredito que Mel seja capaz de fazer isso. Eu não acreditei nessa história de traição, isso foi tudo um mal entendido, meu filho. Esse filho é seu também. Não deixe que a raiva te cegue desse jeito. - ela disse me encarando.
Chay: Você também está do lado dessa traidora né? Todos estão, agora eu sou o malvado da história toda. Ela me traiu e todos estão do lado dela.
Marta: Não fale assim dela! - minha mãe gritou. Você está cego de raiva, ela me contou tudo e eu acreditei, Mel nunca seria capaz de tamanha falsidade assim. 
Chay: Pode ficar do lado dela também. Vocês acham que só ela tá sofrendo com tudo isso, mas não. Eu também estou sofrendo muito, até mais que ela acho, mas enfim, não vou brigar também com a senhora por causa dela. Disse e subi para meu quarto, me joguei na cama chorando.


Mel narrando

Cheguei em casa e minha mãe estava com Milena na sala, logo que me viu, Milena veio me abraçar.
Milena: Mamãe! - a peguei no colo. Saudades!
Mel: Também estava com saudades de você, minha pequena. Cadê sua irmã?
Mile: Ela está no quarto dela estudando.
Ana: Filha, como foi lá?
Mel: Depois conversamos mãe. 
Ana: Pela sua cara, já até imagino.
Mel: Vou dar um banho na Milena e também tomar um. Depois conversamos. Minha mãe assentiu e eu subi com Milena, tomamos banho juntas. Ela falava tanto, que por algum momento eu esquecia de todos os problemas a risada da minha filha era tão reconfortante, eu me sentia em paz. Depois do banho, coloquei Milena em seu quarto pra ela assistir um filme, enquanto eu conversava com minha mãe. Contei tudo á ela, que ficou decepcionada com a atitude de Chay. No dia seguinte, eu tinha tomado uma decisão, eu iria embora do Rio com minha filhas, ainda não tinha contado pra elas sobre a gravidez. Eu não queria mais ficar nessa casa, minha vida estava revirada, e eu tinha que recomeçar, e aqui seria díficil para mim. Passados cinco dias, eu já estava com tudo pronto pra ir pra Penedo. Marina ainda reclamou muito, se negava a ir embora e deixar o pai aqui, mas eu consegui convence-lá a ir. Conversei com Marta, que veio me ver, ela disse que eu poderia contar com ela para tudo. Lua e Arthur ficaram chocados quando eu contei á eles sobre minha ida, eles ficaram triste por tudo que estava acontecendo, mas me deram maior apoio também. Chay não falou nada sobre eu estar indo embora e levando as meninas comigo, apenas falou com Marta que queria passar os finais de semana com elas. Eu não neguei, ele era pai delas e eu não poderia afastá-los. E assim eu fui pra Penedo, meu pai e Arthur levaram a gente. Chegamos e com ajuda deles, levamos tudo que trouxemos para dentro de casa. Eu não estava completamente feliz, uma parte de mim estava longe, e eu diria que nunca mais eu a teria de volta. 

E assim se passaram 2 meses, Mel estava no quarto mês de gestação. Sua barriga aparecia pouco ainda. Milena e Marina adoraram a ideia de terem mais um bebê na casa. Elas paparicavam Mel de todo jeito. Ana praticamente passou a morar com elas, ela não queria deixar as netas e a filha sozinha. Nos fins de semana as meninas iam para a casa de Chay ficar com ele, como Mel tinha ido pra Penedo, ele voltou pra casa em que moravam.. Ele e Mel não se falavam desde que Mel deu a notícia a ele. Mel ainda estava bastante abalada com tudo, de manhã ela se mostrava uma mulher forte, que estava tentando recomeçar a vida, mas a noite sozinha em seu quarto ela lembrava de Chay e de tudo que eles passaram juntos e chorava com as lembranças que tinha dele. Chay também não estava bem, ele tentava esquecer Mel, de todo jeito, mais ele não conseguiria, por mais que tentasse, o amor que ele sentia por ela era maior que tudo.

Chay estava num restaurante no shopping, ele estava distraído na praça de alimentação, quando alguém surge e chama por ele. 
Chay: Angelina? - ele ficou surpreso quando a viu, tinha seis anos que ele não a via depois de tudo que ela aprontou.
Angelina: Oi, Chay. - ela deu um meio sorriso. Quanto tempo né?
Chay: Pois é! Depois do que você aprontou, você sumiu!
Angelina: Chay! - ela sentou de frente pra ele. - Eu estou completamente arrependida de tudo que eu fiz com você e a Mel no passado. Eu tentei procurar vocês pra pedir perdão, mas eu estava com tanta vergonha, que preferi sumi. - ela disse. Me perdoa por favor, eu estava completamente louca naquela época.
Chay: Tudo bem, já passou tanto tempo, não se preocupa, já esqueci.
Angelina: Que bom que você me desculpa, Chay. E como está seu casamento? Soube que vocês tiveram uma filha.
Chay: Sim tivemos, Milena, ela tem seis aninhos e Marina que tem quatorze anos, ela é filha da Mel, mas eu a considero minha também, mas meu casamento acabou, eu e Mel não estamos mais juntos.
Angelina: Sério, Chay? - ela sorria por dentro. - Nossa nunca imaginei que vocês fossem se separar um dia. O que aconteceu?
Chay: Eu prefiro não falar, Angel, quero esquecer.
Angelina: Tudo bem, não precisa falar. Sei que eu te fiz muito mal no passado, mas saiba se você precisar de alguém pra desabafar, conversar, pode contar comigo.
Chay: Obrigado, Angel. Estou precisando mesmo de alguém pra conversar sem ser julgado.
Angelina: Você pode contar comigo, Chay. - ela pegou suas mãos. Chay sorriu pra ela e assim ficaram conversando. Chay estava tão lesado da vida, que não percebeu que Angelina estava sendo completamente falsa, ela estava muito feliz com as notícias que recebera. Ela e Caio não se falavam a vários meses, não sabia se ele tinha alguma coisa a ver com a separação de Chay e Mel. Angelina e Chay passaram a ter uma amizade, eles sempre saiam juntos, mas nada rolava entre os dois. Angelina queria primeiro conquistar a confiança de Chay, ela queria que ele achasse que ela estava realmente arrependida de tudo que fez, mas pelo contrário, ela queria mesmo era ter Chay com ela.

sábado, 17 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 27


Mel narrando

Três semanas depois

Tinha três semanas que eu não via Chay, eu estava morrendo de saudades dele. Eu tentei por várias vezes conversar com ele, explicar tudo, cheguei até a ir na casa da mãe dele, mas ele não quis me escutar. Eu estava arrasada com tudo isso, minha vida estava de cabeça para baixo. Minhas filhas também estavam sofrendo demais com isso, Milena por ser mais nova, não entendia muita coisa, mas ela sentia muito falta de Chay, de dormir e acordar com ele dando beijos nela, muitas vezes ela acordava de madrugada chorando e vinha para meu quarto. Marina estava mal também, ela já não era mais a mesma menina alegre de sempre, ela andava muito triste, eu conversava com ela sempre. Por algumas vezes, eu tive que busca-lá na escola, ela tinha crises de choro e passava mal. Sophia vinha também conversar com ela, como psicóloga, elas ficavam horas e horas conversando, somente as duas. Eu também era psicóloga, mas comigo seria mais difícil dela se abrir. No hospital, todos já sabiam da minha separação, Caio estava um bom tempo sem aparecer por lá. Chay nem olhava pra mim, não saímos mais juntos para almoçar. Eu entrava na minha sala e só saia na hora de ir pra casa. Estava me sentindo muito mal também, andava enjoada, com dores nas costas,  e sem cabeça para nada. Pedi um afastamento do hospital por tempo indeterminado, além de não suportar o desprezo que Chay me dava, eu queria passar mais tempo com minhas filhas, elas estavam precisando de mim. Elas sempre iam a casa da mãe de Chay para visitá-lo, ele não queria vim aqui em casa e isso me deixava mais mal ainda. Eu estava sofrendo muito, até demais, mas todas as minhas tentativas de conversar com Chay e explicar á ele tudo o que aconteceu, foram em vão. Decidi então que não ia mais atrás dele, eu não estava desistindo dele, mas eu tinha que seguir minha vida, não queria sofrer pra sempre. Hoje eu acordei muito mal, passei a noite toda vomitando, minha mãe já tinha chegado aqui em casa, agora ela vinha quase sempre pra me fazer companhia. Eu estava no quarto, deitada em minha cama, minha mãe estava arrumando algumas coisas em meu armário.

Ana: Filha, vamos ao hospital. Você precisa ser examinada, Mel. Não é normal está assim, passando mal direto.
Mel: Deve ser alguma coisa que eu comi e não me fez bem, não quero ir ao hospital. - disse um pouco rabugenta.
Ana: Pois você vai sim! - ela disse fechando as portas do armário. - Se arrume e vamos logo!
Mel: Ah não mamãe! - eu parecia uma criança com medo de ir ao médico. - Não tenho nada demais, vamos chegar lá e ele vai dizer que é uma virose.
Ana: Não discuta comigo, Melanie! Vinte minutos pra você está pronta. Vou te esperar lá em baixo. - ela disse e saiu do quarto. Bom, era melhor eu obedecer, minha mãe era um amor amor de pessoa, mas quando estava brava, ninguém segura. Me arrumei rapidinho, coloquei uma calça e uma blusa fina, com um casaquinho por cima, peguei minha bolsa e desci. Fomos para o meu carro, entrei no banco do carona, minha mãe foi dirigindo. Fomos em uma clínica que ficava perto de casa, por isso chegamos em pouco tempo. Fui até uma recepção fazer minha ficha, depois de tudo pronto nós sentamos numa salinha de espera. Minha mãe segurou minhas mãos, que por sinal estavam frias.
Ana: Está nervosa, filha?
Mel: Um pouco mãe. Quero saber logo o que eu tenho.
Ana: Não deve ser nada grave, meu amor! Fica calma. - ela disse beijando minha mão. Ficamos mais um tempinho esperando, até que fui chamada para a sala do médico. Entramos e ele conversou um pouco comigo, perguntou o que eu estava sentindo. Fiz um exame de sangue que ficaria pronto em meia hora. Passado meia hora, novamente fui chamada a sala do médico.
Mel: Então doutor, é alguma coisa grave? - perguntei aflita.
Médico: Não dona Melanie, pelo contrário!
Ana: Pelo contrário? Explica melhor doutor.
Médico: Pelos sintomas que a senhora está sentindo, eu já suspeitava do que poderia ser. Pedi o exame apenas para confirmar.
Mel: Confirmar o que doutor? Diz pelo amor de Deus!
Médico: Parabéns, dona Melanie! A senhora está grávida!
Mel: Grávida? O senhor tem certeza disso? - eu estava pasma.
Médico: Com certeza, a senhora já está com quase dois meses. Não desconfiou de nada?
Mel: Não! Nem passava por minha cabeça isso.
Médico: Bom, agora a senhora já sabe. Vou passar alguns cuidados e algumas vitaminas que a senhora deve tomar agora. - ele começou a escrever algumas coisas num papel. Eu estava grávida, grávida! Isso era tão assustador e maravilhoso ao mesmo tempo. Maravilhoso porque eu estava desejando muito um filho, e assustador porque aconteceu logo agora, nesse momento complicado da minha vida. Depois de conversar mais com o médico, eu e minha mãe fomos pra casa. Sentadas no sofá, eu e ela conversávamos.
Ana: Mais um bebê, Mel. Mais um serzinho pra alegrar nossas vidas. - ela dizia sorrindo.
Mel: Ainda não estou acreditando. Parece um sonho, mais um filho, mãe! - eu a abracei
Ana: Parabéns minha linda! Apesar de tudo você merece essa felicidade. Agora tem uma coisa. -ela disse séria.
Mel: Que coisa? - eu alisava minha barriga de leve, eu estava completamente feliz com a chegada de mais um filho.
Ana: Contar ao Chay, afinal ele tem o direito de saber!
Mel: Como será que ele vai reagir? Será que ele vai ficar feliz?
Ana: Claro que vai, Mel. Ele mais que tudo desejava um filho. Não aconteceu na hora certa, mas aconteceu, agora vocês dois tentem se entender.
Mel: Eu vou falar com ele, mãe! Vou agora mesmo.
Ana: Vai sim filha. Boa sorte tá? Te amo! - ela me deu um beijo na testa e saí rapidamente. Eu estava completamente feliz, um filho agora era tudo que eu precisava. Chay com certeza também iria ficar radiante. Fui até o hospital, cheguei e logo subi até a sala de Chay, ele não estava no momento. Falei com sua secretária e ela me deixou entrar pra esperar por ele. Entrei e sentei no sofá, eu estava muito nervosa, minhas mãos suavam.


Chay narrando

Três semanas que eu não via a Mel, três semanas que minha vida estava completamente revirada. Eu sentia muitas saudades dela, todo dia, toda hora, todo momento. E a amava, amava muito, mas não poderia perdoar o que ela me fez, eu não conseguia. Durante esse tempo, eu via sempre minhas filhas, quando não as via, ligava pra elas, não queria que elas sentissem abandonadas por mim, coisa que eu jamais faria. Mel pediu afastamento do hospital, ela alegou que precisava de um um tempo pra ela, pra cuidar das nossas filhas. Agora eu não a via nem de longe. Sophia sempre conversava com Mica sobre ela na hora do almoço, acho que ela fazia de propósito pra ver se eu queria saber de algo. Ela tentou várias vezes conversar comigo, querendo dá explicações. Mas isso não tinha o que conversar, ela me traiu e isso não tem o que discutir. Estava voltando da minha hora de almoço, quando entrei na sala, levei um susto ao ver quem estava aqui.
Chay: O que você está fazendo aqui? -já perguntei seco.
Mel: Chay, por favor, não me manda embora. Eu preciso falar contigo, é urgente!



quinta-feira, 15 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 26

Marina narrando

Eu estava chocada com o que minha mãe me falou. Ela e meu pai se separaram, eu não entendia o porque dessa separação. Eu precisava falar com o meu pai, ele saiu sem falar nada com ninguém, mas eu fazia ideia de onde ele podia ter ido. Ele deve ter ido pra casa da minha vó Marta, sempre que ele tinha algum problema com a minha mãe ele ia pra lá, acho que dessa vez ele também foi. Depois que saí do quarto da minha mãe, Milena veio até o meu quarto, eu estava chorando e ela não estava entendendo nada. Ela ficou comigo um tempinho, me fazendo carinho, até que ela dormiu. Saí do meu quarto e fui até o quarto da minha mãe, notei que ela estava no banho. Saí do quarto e desci até a sala, Teresa estava na cozinha. Peguei minha bolsa que estava no sofá com meus documentos e dinheiro e saí. Eu iria pra casa da minha vó procurar o meu pai. Peguei um táxi, sozinha mesmo, eu sabia que era perigoso eu está saindo sozinha de casa, quando minha mãe notasse que eu não estava em casa, ela ficaria doidinha. Mas eu não poderia esperar, precisa saber do meu pai essa história de separação. Cheguei a casa de meus avós e o carro do meu pai estava na calçada, toquei a campainha  e fiquei esperando, até que atenderam.

Chay narrando

Eu estava na cozinha preparando alguma coisa para comer. Eu tinha ligado para minha mãe, ela estava demorando pra voltar. Ela me disse que estava na casa de minha irmã, que morava em outra cidade e ficaria por lá alguns dias, meu pai estava com ela. Minha mãe me fez milhares de perguntas sobre porque eu estava em sua casa, disse á ela que quando voltasse eu contaria. Me sentei no sofá pra comer, até que ouço a campainha. Assim que abri a porta, levei um susto ao ver Marina. Ela estava com um semblante triste, Mel com certeza já devia ter contado tudo pra ela.
Chay: Filha! O que você tá fazendo aqui? E sozinha? - puxei ela pra dentro, e sentamos no sofá.
Marina: Pai, você e minha mãe se separaram mesmo?
Chay: Filha, não era pra ser assim, meu amor. Mas aconteceu.
Marina: Mas vocês estavam tão bem pai, eu não entendo porque vocês vão se separar.
Chay: Mari, você é uma menina bem esperta, inteligente. Mas tem algumas coisas que ainda você não vai entender. Eu e sua mãe, nunca imaginamos um dia se separar, mas aconteceu. Eu não quero que você sofra com isso, filha.
Marina: Como eu não vou sofrer pai? - ela chorava. - Vocês dois são tudo de mais importante na minha vida, agora vai cada um para um lado. O que vai ser de mim e da minha irmã? A Milena ta pensando que o senhor abandonou a gente.
Chay: Eu nunca vou abandonar vocês filha, nunca! Eu vou conversar com a sua irmã também. Ela não deve estar entendendo nada. Como ela está?
Marina: Ela está triste, pai. Ela perguntou muito pelo senhor, ficou comigo, até que dormiu. Eu saí de casa, minha mãe não sabe que saí.
Chay: Você não devia ter feito isso, Mari. Sua mãe deve estar preocupada.
Marina: Porque vocês não conversam e tentem se acertar? - ela continuou no assunto. - Vocês se amam pai, se amam muito. A minha mãe tá péssima, ela só sabe chorar.
Chay: Não tem o que conversar filha. A sua mãe vai ficar bem, uma hora ela vai superar. 
Marina: Eu sei que tem alguma coisa, pai. Vocês vão me esconder que eu sei, também não vou mais insistir. - ela disse chorando. Eu nunca contaria á ela sobre o que aconteceu, não quero que ela tenha uma má impressão da mãe, isso eu não queria.
Chay: Meu amor, vem cá, vem. - Mari me olhou, se atirando em meus braços chorando. Ela chorava muito, chegava a soluçar. Eu estava acariciando seu cabelo, estava com uma imensa vontade de chorar, mas ia me segurar. Não queria que ela me visse acabado também. Fiquei abraçado com ela por muito tempo, ela foi se acalmando aos poucos e parando de chorar. Fui até a cozinha com ela e lhe dei um pouco de água. Ela sentou na cadeira e eu sentei em outra, de frente pra ela. - Tá mais calma?
Marina: Estou papai. - ela estava com o rostinho todo vermelho de tanto chorar.
Chay: Promete pra mim que vai ficar bem? Eu não quero que você sofra.
Marina: Vou tentar pai, prometo que vou tentar. - ela sorriu triste.
Chay: Eu te amo minha filha, te amo muito!
Marina: Eu também te amo pai. Eu a puxei para um abraço bem apertado, eu sabia que ela ainda não estava bem, mas eu faria de tudo pra ver um sorriso em seu rosto, apesar de toda a tristeza que ela estava sentindo. 



(Oi gente! O capítulo de hoje foi pequeno, mas amanhã eu faço um bem melhor. Espero que gostem. E tem web nova vindo aí. Mais pra frente eu conto mais detalhes pra vocês. Beijos <3)


quarta-feira, 14 de maio de 2014

2ª Temporada - Capítulo 25

Chay narrando

Minha noite foi péssima. Como eu queria acordar e ser tudo um pesadelo. Mas infelizmente não era, e agora eu tinha que encarar a realidade. Como quase não consegui dormir, logo cedo levantei da cama tomei um banho, coloquei minhas roupas e fui pra casa. Hoje eu iria sair de casa, não tinha mais como Mel e eu vivermos no mesmo lugar, não depois de tudo. Cheguei em casa, a mesma estava muito silenciosa, minhas filhas eu sabia que não estavam, fui até a cozinha, bebi um copo de água e fui até o meu quarto. Eu teria que encarar Mel agora, ela devia estar dormindo. Entrei bem devagar no quarto e me surpreendi, a cama estava feita, indicando que ninguém tinha dormido ali. Onde será que ela passou a noite? Bom isso também não me interessa mais. Peguei no closet, duas malas enormes, e comecei a colocar todas as minhas roupas dentro. Depois de algum tempo, terminei de arrumar tudo. Peguei as malas e desci com elas, agora seria pra valer, meu casamento tinha acabado, de uma vez por todas.


Mel narrando

Passei a noite muito mal, eu tentava de todas as formas arrumar um jeito de Chay acreditar em mim, acreditar que tudo isso foi uma mentira do Caio. Assim que acordei, fui logo me arrumando pra voltar pra casa, Sophia ainda tentou me segurar mais um pouco, pois eu tinha passado mal de madrugada, mas eu não poderia ficar. Eu precisava ir pra casa logo e encontrar Chay, precisava conversar com ele. Ele tinha que acreditar em mim. Agora eu sei porque todos me alertavam sobre o Caio, ele não é uma boa pessoa, e eu fui tão burra, que acabei caindo na conversa dele. Me despedi de Soph e Mica, peguei um táxi até em casa. Cheguei em poucos minutos, quando entrei na sala, vi uma cena que fez meu coração bater acelerado. Chay estava descendo as escadas com duas malas nas mãos. Não poderia ser, ele estava indo embora.
Mel: Chay, o que é isso? Pra que essas malas? - perguntei aflita.
Chay: Você não sabe? Isso sou eu indo embora.
Mel: Mas você vai embora assim, Chay? Não vai me deixar te explicar? - disse chorando.
Chay: Explicar o que, Mel? Você me traiu, não tem explicação pra isso.
Mel: EU NÃO TE TRAI. - gritei. - Eu nunca tive nada com o Caio, ele que me agarrou, eu não tive culpa, poxa!
Chay: Você quer me fazer acreditar nisso, depois de tudo que você fez? Não dá Mel, não mais. Eu também estou sofrendo, muito. Você acha que é fácil ver a mulher da sua vida aos beijos com outro cara? - ele também chorava. - Não é não. Eu vou embora. - ele virou as costas pra sair, e eu fui atrás dele.
Mel: Não, amor! Por favor, vamos conversar, Chay. Pensa nas nossas filhas.
Chay: O que eu tô mais fazendo é pensando nelas. Elas vão sofrer sim, e eu mais vendo elas sofrerem, mas um dia passa. Depois eu venho conversar com elas. Adeus, Mel. - ele disse e saiu, sem olhar para trás.


Chay narrando

Quando eu vi Mel, implorando pra que eu não fosse embora, confesso que eu quase tive vontade de ficar. Apesar de tudo, eu a amo demais. Acho que nunca mais na vida, vou amar alguém como eu a amo. Coloquei as malas no meu carro e fui pra casa da minha mãe. Ela saberia de qualquer jeito sobre tudo, então era melhor saber por mim mesmo. Cheguei na casa dela e não tinha ninguém em casa, entrei com a chave que eu tinha. Arrumei minhas coisas no quarto de hospedes, abri uma mala e tirei uma foto minha com Mel, eu amava aquela foto, nós tiramos em um passeio em Belo Horizonte, a alguns anos atrás. Fiquei olhando a foto por alguns minutos, logo lágrimas começaram a molha-lá. Guardei a foto e deitei na cama. O que seria da minha vida agora sem ela? E tinha Milena e Marina, minhas filhas, meus amores iriam sofrer tanto com essa separação. Amanhã eu iria conversar com elas, iria explicar tudo pra que elas entendessem. Me deitei na cama, estava cansado, então logo peguei no sono.


Mel narrando

Depois que Chay saiu de casa, eu fui para o meu quarto. Eu estava completamente acabada, destruída por dentro. Minha vida deu uma virada que eu jamais poderia imaginar. Estava decepcionada também por Chay não ter nem me deixado explicar nada. Ele não quis me ouvir, simplesmente acreditou numa mentira e desconfiou de mim. Ele não pensou que algum tempo atrás, eu confiei nele, na palavra dele, depois de ter flagrado ele com outra na cama. E o pior, eu teria que falar com minhas filhas sobre isso. Teresa tinha me ligado, dizendo que já estava trazendo as duas pra casa. Passado algum tempo, ouvi passos no corredor, elas bateram na porta pra entrarem, deviam pensar que Chay estava comigo.
Mel: Pode entrar!
Marina: Oi mãe! - ela disse se sentando na cama e me dando um beijo no rosto.
Milena: Mamãe, que saudades! 
Marina: Mãe, a senhora estava chorando? - ela percebeu logo, Marina não era boba. 
Mel: Filhas, a mamãe tem uma coisa pra falar com vocês.
Milena: Mãe, cadê meu papai? Estou com saudades dele.
Mel: Deixa a mamãe falar uma coisa. - respirei fundo. - Eu quero que vocês saibam, que independente de qualquer coisa, eu o pai de vocês, amamos vocês mais que tudo.
Marina: Por que a senhora está falando isso, mãe? Não tô entendendo nada.
Mel: Meus amores, venham aqui pertinho de mim. -elas se aproximaram. - O Chay e eu vamos nos separar!
Marina: O que? Mãe, por que isso, mãe? - ela começou a chorar.
Milena: O meu pai abandonou a agente, mamãe, foi embora pra sempre?
Mel: Não filha, ele não abandonou vocês, ele jamais faria isso. - eu também chorava. Agora vamos morar só nós três aqui.
Marina: O que aconteceu pra vocês se separarem? Vocês estavam bem, mãe. Não pode ser verdade.
Mel: Filha, tem coisas que você não vai entender, não ainda.
Marina: Claro que eu entendo. Vocês vão se separar assim do nada? Isso não existe, mãe, não existe. - Marina levantou da cama e saiu correndo e chorando.
Mel: Filha volta aqui, Marina. - gritei, mas ela não me escutou. Milena veio até mim, me abraçando.
Milena: Mamãe, eu tô com medo. - ela estava chorando também.
Mel: Medo de que minha vida?
Milena: De não ver mais o meu papai. Ele foi embora, nem se despediu de mim. 
Mel: Não meu amor, você sempre vai ver ele. Ele vem conversar com você e sua irmã.
Milena: Por que ele foi embora?
Mel: Você é muito pequena pra entender assuntos de adulto, filha.
Milena: Eu vou ir ficar com a minha irmã, mamãe. Ela tava chorando, vou cuidar dela. 
Mel: Vai meu amor, fica lá um pouquinho com ela. Daqui a pouco a mamãe vai. - Milena saiu do quarto e foi atrás de Marina. Ela era tão inocente, acho que não estava entendendo nada do que estava acontecendo. Diferente de Marina, ela sabia e muito bem. Eu teria que dá uma explicação á ela. Mas eu não sabia como. Eu não queria ver minhas filhas mal, nunca.